Por Marjoriê Macedo
Ao analisar novamente o pensamento de Oliviero Toscani neste blog, não posso deixar de apoiá-lo.
A felicidade nos faz crê que ela realmente exista (ou existia) como ser humano, já que entra diariamente em nossas casas, mostrando uma realidade completamente diferente da nossa e nos vender a imagem de um mundo perfeito, com pessoas de corpo magro e bronzeado, de crianças saudáveis e belas em cidades lindas com toda infra-estrutura adequada, água potável e tudo funcionando, com estradas seguras e belos carrões, como se isso fosse a vida de todos nós.
Acontece que a força da publicidade é tão grande que quando assistimos uma propaganda de cartão de crédito, com pessoas belas comprando tudo que vêem pela frente, a nossa vontade é de ter logo um desses, para que também possamos ususfruir desses poderes. É preciso ter muito equilíbrio e pés no chão para não nos deixar levar por tudo aquilo que estamos vendo.
Nós, consumidores, pagamos por todo este investimento da publicidade. Gasta-se milhões de dólares em filmes publicitários quase sempre iguais, sob o mesmo padrão e seguindo a mesma linha. O mais importante é vender e não esclarecer, informar ou comunicar. Muito dinheiro é gasto para exibir algo mentiroso e fazer com que nós, consumidores, acreditemos naquilo que vemos. Você realmente acredita que a Xuxa usa o creme hidratante nacional Monange ou que a Malu Mader usa sabonete Lux, ao invés de cremes importados, franceses como Lancôme ou Clinique?
Isso nada mais é do que uma indução para as pessoas comprarem tal produto. Desculpem-me, mas não creio que estas atrizes usem nada disso e o pior é que muita gente compra achando que vai ficar igual a elas. É realmente um crime contra nossa inteligência.
E quem ainda aguenta a publicidade que vende felicidade, carros importados, enquanto a crise financeira está aqui ao nosso lado? Prefiro mudar de canal!
A publicidade seduz os ingênuos. Ela atrai, cria desejos.
Ninguém quer ver propaganda com gente pobre, feia, acidentada. Queremos ver mulheres louras, magras, bem vestidas e saudáveis.
A publicidade vende ilusões e isso torna um mundo de frustrados, que não são capazes de adquirir o carro, a casa, a roupa, o brinquedo que aparece na tv. Isso gera depressão, angústia e raiva. Os ladrões de tênis e roupas, por exemplo, sempre procuram por marcas famosas.
Hoje em dia a publicidade é totalmente parecida, copiada e sem nenhuma criatividade.
Ressuscitar a publicidade íntegra?
Este desafio, eu pago para ver!
1 Comentário
28 . 08 . 2009 às 17:37
MARJORIÊ,
Um abraço e cumprimentos do Prof. Dimas Kunsch, do curso de Mídia e Poder, que lhe agradece pela participação e lhe deseja sucesso vida e estudos afora.